Em nós estão todas as memórias do universo

Em nós estão todas as memórias do universo

15/08/2014

O ser humano é o último ser de grande porte a entrar no processo da evolução por nós conhecido. Como não existe somente matéria e energia, mas também informação, esta vem estocada em forma de memória, em todos os seres e em nós ao longo de todas as fases do processo cosmogênico. Em nossa memória, reboam as últimas reminiscências do big bang que deu origem ao nosso cosmos.

Nos arquivos de nossa memória são guardadas as vibrações energéticas oriundas das inimagináveis explosões das grandes estrelas vermelhas das quais vieram as supernovas e os conglomerados de galáxias, cada qual com suas bilhões de estrelas e planetas e asteroides. Nela se encontram ainda ressonâncias do calor gerado pela destruição de galáxias umas devorando outras, do fogo originário das estrelas e dos planetas ao seu redor, da incandescência da Terra, do fragor dos líquidos que caíram por 100 milhões de anos por sobre o nosso planeta até resfriá-lo (era hadeana), da exuberância das florestas ancestrais, reminiscências da voracidade dos dinossauros que reinaram, soberanos, por 135 milhões de anos, da agressividade dos nossos ancestrais no afã de sobreviver, do entusiasmo pelo fogo que ilumina e cozinha, da alegria pelo primeiro símbolo criado e pela primeira palavra pronunciada, reminiscências da suavidade das brisas leves, das manhãs diáfanas, do alcantilado das montanhas cobertas de neve, por fim, lembranças da interdependências entre todos os seres, criando a comunidade dos viventes, do encontro com o outro, capaz de ternura, entrega e amor e finalmente, do êxtase da descoberta do mistério do mundo que todos chamam por mil nomes e nós por Deus.

Tudo isso está sepultado em algum canto de nossa psiqué e no código genético de cada célula de nosso corpo, porque somos tão ancestrais quanto o universo.

Nós não vivemos neste universo nem sobre a nossa Terra como seres erráticos. Nós viemos do útero comum donde vieram todas as coisas, da Energia de Fundo ou do Abismo Alimentador de todos os seres, do hádrion primordial, do top-quark up, um dos tijolinhos mais ancestrais do edifício cósmico até o computador atual. E somos filhos e filhas da Terra. Mais. Somos aquela parte da Terra que anda e dança, que freme de emoção e pensa, que quer e ama, que se extasia e venera o Mistério. Todas estas coisas estiveram virtualmente no universo, se condensaram em nosso sistema solar e só depois irromperam concretas na nossa Terra. Porque tudo isso estava virtualmente lá, pode estar agora aqui em nossas vidas.

O princípio cosmogênico, vale dizer, aquelas energias diretoras que comandam, cheias de propósito, todo o processo evolucionário obedecem a seguinte lógica tão bem e exposta por E. Morin, ordem, desordem, interação, nova ordem, nova desordem, novamente interação e assim sempre. Com essa lógica criam-se sempre mais complexidades e diferenciações; e na mesma proporção vão se criando interioridade e subjetividade até a sua expressão lúcida e consciente que é a mente humana. E simultaneamente e também na mesma proporção vai se gestando a capacidade de reciprocidade de todos com todos, em todos os momentos e em todas as situações. Diferenciação /interioridade/ comunhão: eis a trindade cósmica que preside o organismo do universo.

Tudo vai acontecendo processualmente e evolutivamente submetido ao não-equilíbrio dinâmico(caos) que busca sempre um novo equilíbrio, através de adaptações e interdependências.

A existência humana não está fora desta dinâmica. Tem dentro de si estas constantes cósmicas de caos e de cosmos, de não-equilíbro em busca de um novo equilíbrio. Enquanto estivermos vivos nos encontramos sempre enredados nesta condição. Quanto mais próximos do equilíbrio total, mais próximos da morte. A morte é a fixação do equilíbrio e do processo cosmogênico. Ou a sua passagem para um nível que demanda outra forma de acesso e de conhecimento.

Como esta estrutura concretamente se dá em nós? Antes de mais nada, pelo cotidiano. Cada qual vive o seu cotidiano que começa com a toillete pessoal, o jeito como mora, o que come, o trabalho, as relações familiares, os amigos, o amor. O cotidiano é prosaico e, não raro, carregado de desencanto. A maioria da humanidade vive restrita ao cotidiano com o anonimato que ele envolve. É o lado da ordem universal que emerge na vida das pessoas.

Mas os seres humanos são também habitados pela imaginação. Ela rompe as barreiras do cotidiano e busca o novo. A imaginação é, por essência, fecunda; é o reino do poético, das probabilidades de si infinitas (de natureza quântica). Imaginamos nova vida, nova casa, novo trabalho, novos prazeres, novos relacionamentos, novo amor. A imaginação produz a crise existencial e o caos na ordem cotidiana.

É da sabedoria de cada um articular o cotidiano com o imaginário, o prosaico com o poético e retrabalhar a desordem e a ordem. Se alguém se entrega só ao imaginário, pode estar fazendo uma viagem, voa pelas nuvens esquecido da Terra e pode acabar numa clínica psiquiátrica. Pode também negar a força sedutora do imaginário, sacralizar o cotidiano e sepultar-se, vivo, dentro dele. Então se mostra pesado, desinteressante e frustrado. Rompe com a lógica do movimento universal.

Quando alguém, entretanto, assume seu cotidiano e o vivifica com injeções de criação então começa a irradiar uma rara energia interior percebida pelos que com ele convivem.

Leonardo Boff junto com Mark Hathaway escreveu O Tao da Libertação Nova Ciência e Cosmologia, Vozes 2012.

Governo de Israel bate de frente com governo de Dilma!

Governo de Israel bate de frente com governo de Dilma!

Cesar Maia
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Assinado pela Chancelaria de Israel, Luciano Levinzon – Resposta da Chancelaria de Israel ao governo do Brasil.

O Governo de Israel, que vem exercendo seu legítimo direito à autodefesa, expressa profunda estranheza face à postura crítica do governo do Brasil, por sua ingerência, indevida e ilegítima, em seus assuntos internos, tais como o são a proteção à sua população, vítima de ataques terroristas diários, pelas razões a seguir expostas:

1) O governo do Brasil tem aliança com governos autoritários, totalitários e repressivos, que não permitem eleições nem o pluripartidarismo, chegando inclusive a financiá-los, e por consequência financiando a repressão e morte de opositores a tais governos;
2) O governo do Brasil tem contra si inúmeras denúncias de atos de corrupção comprovados, o que atenta contra seu próprio povo, em última análise;
3) O governo do Brasil é exercido por um partido que tem membros fundadores hoje na prisão, envolvidos diretamente em escândalos de corrupção mundialmente conhecidos;
4) Se o governo do Brasil supostamente preocupa-se tanto com vítimas de conflitos, que atente para os milhões de brasileiros mortos, vítimas de roubos, assaltos e de uma criminalidade fora de controle.
Por tais razões e muitas outras, causa estranheza profunda a ingerência brasileira nos assuntos internos do Estado de Israel, que, sabedor de gravíssimos fatos envolvendo o governo do Brasil, ainda assim não comete ingerência, em relação a este país, mas apenas vem a público externar seu repúdio e apontar alguns fatos de tamanha gravidade, que tornam inviável ao governo do Brasil querer ser juiz de quaisquer questões externas, com uma situação interna tão deteriorada, legal e moralmente.
 
Via Cesar Maia, 11-08-2014 às 13:42

Um Sonho: Viver em Miami

Um Sonho: Viver em Miami

09/08/2014 – 10:58:23

Cada vez mais brasileiros vivem na capital do sol e das compras. Saiba quem são eles e o que é preciso fazer para realizar esse sonho.

Foi com poucas malas e o sonho de experimentar a vida nos Estados Unidos que a empresária Ana Paula Mariutti, 45 anos, o marido, Alexandre, 46, e os filhos Thomas, 15, e Lucas, 13, desembarcaram no Aeroporto de Miami, na Flórida, no domingo 3. Sócia de duas escolas bilíngues em São Paulo, Ana Paula já estava acostumada a passar as férias na cidade ao menos uma vez por ano. Encantou-se tanto com o lugar que decidiu ficar em definitivo por lá. Os Mariutti vão morar em North Miami Beach, um paraíso a menos de dois quilômetros da praia, e assim se juntam aos 250 mil brasileiros que atualmente vivem na Flórida. A maioria deles, em Miami e arredores, como Fort Lauderlade e Boca Raton. “Sou atraída pelo estilo de vida americano, mas queria um lugar próximo de nossa realidade cultural”, diz Ana Paula. Não é recente o interesse dos brasileiros pela região. A novidade é que o fenômeno agora conhece um terceiro – e mais marcante – ciclo. Primeiro houve a invasão dos turistas, em meados da década de 1990. Depois, no final dos anos 2000, muitos deles descobriram que era vantajoso comprar um imóvel na cidade. Além de o custo ser inferior a similares vendidos no Brasil e da perspectiva de valorização do investimento, parecia ser um jeito de manter uma ligação com a cidade. Agora, nessa terceira fase, as pessoas simplesmente querem ficar – talvez para sempre…

Qual é a mágica de Miami que seduz tanta gente? Não são poucos os seus atributos. A cidade é daquelas raras que combinam beleza natural com vasta oferta de serviços. São 24 quilômetros de praias de areia branca e mar azul de frente para o Caribe. Mas isso pode ser encontrado em outros lugares. A diferença da capital do sol nos Estados Unidos é todo o resto que ela proporciona. Para quem gosta de ir às compras, talvez não exista melhor destino no mundo. Para os padrões brasileiros, seus preços são baixíssimos. Roupas, eletrônicos, computadores, itens de decoração, cosméticos, artigos para bebês, tudo custa bem menos. Quase sempre, metade do valor praticado no Brasil. Às vezes, um terço. Não é só. Em Miami, os serviços públicos funcionam. Os parques são bem cuidados. Os pedestres são respeitados no trânsito. Se a pessoa mora numa região central, dá para fazer tudo a pé ou de bicicleta. A sensação de segurança permite que se caminhe à noite, de frente para o mar, sem o pavor típico experimentado por quem vive em uma grande cidade brasileira. As escolas públicas são boas. Faz calor boa parte do ano. E Miami é perto de tudo. Até do Brasil. Para São Paulo, são oito horas de voo. Nova York, menos de três. Havana, a capital cubana, 40 minutos.

A maior deficiência de Miami, e que rendia críticas severas mundo afora, era sua irrelevância cultural. Mas isso está mudando. Se não é uma Paris ou uma Nova York, a região caminha para se tornar um centro cosmopolita. E parte dessa transformação se deve à extensa comunidade latina. Antes vista com certo preconceito, agora ela se insere na sociedade americana pela via mais nobre, a da arte e da cultura. Há seis meses, o antigo Miami Art Museum foi renomeado Pérez Art Museum, depois de um aporte de US$ 40 milhões do bilionário cubano-americano Jorge Pérez. Há muito mais. No inverno, a cidade respira cultura com a realização do Art Basel, reconhecido como um dos mais importantes eventos de arte contemporânea do mundo. Inspirado por essas transformações, o jornal britânico “The Guardian” classificou Miami como “a cidade mais excitante dos Estados Unidos”, um elogio e tanto vindo de uma das publicações mais sisudas da Europa. “Às vezes, Miami parece estar seguindo a fórmula de Londres: especulação imobiliária + arte contemporânea + boom de restaurantes + diversidade cultural = cidade global dinâmica”, escreveu o crítico de arquitetura Rowan Moore, em artigo recente.

Uma comprovação definitiva dessa tendência é o Design District, região que concentra grifes como Cartier, Louis Vuitton e Louboutin e que, nos últimos anos, ganhou novas galerias, estúdios e antiquários. Perto dali, o bairro de Wynwood fez de suas ruas uma grande galeria de arte alternativa, ao exibir grafites do mundo inteiro, inclusive do Brasil, presente com os desenhos dos Gêmeos. O País desempenha um papel relevante no amadurecimento cultural da cidade. Com uma galeria na Lincoln Road, em Miami Beach, o pernambucano Romero Britto foi um dos primeiros brasileiros a se instalar na região e a fazer sucesso entre americanos e latinos. Neste exato momento, a arte brasileira está em destaque na região. Até setembro, na Galeria Richard Shack do ArtCenter/South Florida, está aberta à visitação uma exposição da escultora e pintora paulista Laura Vinci. “Quando vim para cá de vez, não havia uma ligação relevante da cidade com a arte e a cultura”, afirma Paulo Bacchi, dono da loja de móveis de luxo Artefacto, com três endereços na Flórida e 11 no Brasil. Bacchi trocou São Paulo pelos Estados Unidos em 2002. Fez tanto sucesso por lá que se tornou líder no segmento de móveis de luxo na cidade. “Hoje, Miami é cosmopolita.”

A presença maciça de brasileiros tem forte impacto na Miami que surgiu nos últimos anos. Graças a eles, os restaurantes começaram a ficar abertos até mais tarde, como acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro. Por causa do Brasil, muitas lojas estimulam seus funcionários a aprender algumas palavras em português. Em 2013, 755 mil turistas brasileiros desembarcaram em Miami, segundo o órgão oficial de turismo da cidade – um avanço de 9,5% em relação ao ano anterior e de quase 20% sobre 2011. Na Flórida como um todo, que abriga os parques da Disney em Orlando, os brasileiros correspondem ao maior contingente de turistas estrangeiros, com 1,8 milhão de visitantes no ano passado e um desembolso total de R$ 5,7 bilhões no período. Isso provocou um aumento nos investimentos das companhias aéreas, interessadas na demanda cada vez maior. Até o fim do ano, a Azul deve inaugurar uma rota já utilizada pela Gol que liga Campinas, no interior de São Paulo, a Fort Lauderdale, a cerca de 40 quilômetros de Miami, com tarifas promocionais a partir de US$ 600. A American Airlines, que realiza voos diretos partindo de várias capitais do País, planeja fazer a mesma rota em breve.

No mundo dos negócios, os brasileiros provocaram uma revolução, especialmente no setor imobiliário. O movimento começou depois que a crise econômica de 2008 derrubou o preço dos imóveis no mercado americano. Atraídas pela ideia de pagar menos por uma casa de veraneio em Miami do que por uma propriedade no Rio ou em São Paulo, muitas pessoas começaram a procurar apartamentos para investir. Não por acaso, os brasileiros se tornaram o terceiro maior grupo de compradores de imóveis em Miami e arredores. “A procura é tanta que, nos próximos dois anos, eles devem liderar esse ranking”, afirma Claudia Murad, sócia da Unique Living Miami – Exit Realty Brickell. Para atender à crescente demanda, os serviços das corretoras se estenderam a recepção nos aeroportos, reserva de restaurantes, aluguel de carros e barcos e ao cuidado das casas enquanto os proprietários estão fora do país. No segmento de luxo, os brasileiros também representam fatia importante. Projetado pela arquiteta pop star Zaha Hadid, o One Thousand Museum, que tem apartamentos cotados entre US$ 5 milhões e US$ 15 milhões, já vendeu 28% de suas unidades a brasileiros, mais até do que para americanos.

 

REQUISITADO

O artista plástico pernambucano Romero Britto foi um dos primeiros brasileiros a se instalar em Miami e fazer sucesso entre os americanos.

 

Há dez anos, a imobiliária Elite International Realty recebia dois pedidos por mês de brasileiros interessados em se mudar para o sul da Flórida. Hoje são duas consultas por dia – e de pessoas que não querem baixar o padrão que têm no Brasil. Dona de uma casa de cinco suítes em Miami Beach, usada há três anos como refúgio da família em feriados prolongados, Cristiane Quitete Nogueira, 44 anos, quer se mudar de vez em 2015 com o marido, o empresário aposentado Marco Antônio Gomes Nogueira, 56, e a filha mais nova do casal, Antônia, 5. “Vou em busca de mais qualidade de vida e segurança”, afirma. A questão da segurança é um fator importante na escolha de muitas pessoas. A psicóloga Taluana Cabral, 35 anos, considerou três episódios de violência urbana sofridos por sua família em Santos para que decidisse pela mudança. “Vivia em estado de alerta”, diz. “Em Miami, tenho outro estilo de vida. Matriculei meus filhos numa escola pública de Key Biscayne e faço quase tudo a pé.”

 

Outro atrativo para os brasileiros é o dinamismo típico da sociedade americana. Ao contrário do que acontece no Brasil, montar um negócio nos Estados Unidos requer pouca burocracia. Para abrir uma empresa no ramo de logística, com instalações físicas e alvará de funcionamento, o empresário Junior Amaral, 46 anos, precisou de apenas um mês em Miami. Em São Paulo, chegou a esperar um ano e meio apenas por uma licença da prefeitura. Os brasileiros também estão descobrindo que obter um visto de permanência é menos complicado do que se imagina. Ainda que só a compra de um imóvel não garanta nenhum direito especial, empreendedores dispostos a investir a partir de US$ 500 mil num negócio que gere emprego a americanos ou residentes permanentes legais conseguem um visto de imigrante que, na maioria dos casos, se estende ao cônjuge e aos filhos menores de 21 anos. As licenças de moradia para não imigrantes são boas opções para os estrangeiros que ambicionam fazer um período de experiência nos Estados Unidos. Nesses casos, basta aos interessados se matricular em universidades e outras instituições de ensino, inclusive escolas de idiomas. Nunca foi tão fácil morar em Miami. Será que está chegando a sua vez?

Fonte: Por CHRIS DELBONI, de Miami, e MARIANA QUEIROZ – revista Istoé – 09/08/2014 – - 10:58:23

http://www.edsonsombra.com.br/post/um-sonho-viver-em-miami20140809

 

MARQUETEIROS PREJUDICAM A OPOSIÇÃO.

MARQUETEIROS PREJUDICAM A OPOSIÇÃO.

Sexta-feira, agosto 08, 2014

Recomendo que a campanha de Aécio Neves leia com atenção um artigo do jornalista Augusto Nunes, que se refere a uma mentira que se transformou em verdade por conta dos conhecidos picaretas alcunhados de “marqueteiros”. Para começo de conversa, esses mistificadores vagabundos criaram uma confraria para encher os bolsos a cada eleição. Após este prólogo transcrevo o artigo de Augusto Nunes, que é um dos jornalistas mais experientes e tarimbados da imprensa brasileira e que foca a questão do marketing eleitoral.

Os marqueteiros, todos eles, sem tirar nenhum, têm o mesmo receituário aos seus clientes: não pode fustigar o adversário, ainda que isso signifique sonegar a verdade, e o que equivale, evidentemente, a mentir. Marketeiros portanto recomendam aos candidatos que jamais detonem o concorrente. Eles sempre preparam o campo para operar na eleição seguinte fazendo uma espécie de rodízio. Tanto é que na última eleição presidencial o marqueteiro de José Serra exibiu uma foto de Lula num dos programas de TV, alinhando-o aos grandes líderes.  


E o ponto principal: marqueteiros tratam o PT como se fosse um partido normal e democrático ao escamotear o necessário confronto ideológico, embora todos saibam que o PT é um partido comunista, mais comunista que todos os outros partidos comunistas que já existiram na face da Terra. Tanto é que no Palácio do Planalto foi montado um bunker vermelho onde se prepara o golpe comunista. Como mostrei aqui no blog, há um verdadeiro aparato técnico e tecnológico estruturado com dinheiro público para por em ação prática o conteúdo do decreto 8.243, que institui os “sovietes”, à moda leninista. O golpe é edulcorado pela denominação de “Participação Popular”,  e o chefete desse monstrengo é o Gilberto Carvalho, o homem do carro preto.
Só para que a campanha de Aécio Neves saiba, a matéria com detalhes sobre o que foi montado dentro do Palácio do Planalto para golpear de morte a democracia brasileira, não saiu em nenhum veículo de comunicação. Apenas aqui neste modesto e pequeno blog demonstrei com detalhes a armação golpista do PT.

Os marqueteiros sabem de tudo isso, mas escondem. E notem, isso é o essencial. Se o povo brasileiro tiver um mínima noção do que o PT está preparando não concederá um só sufrágio para os candidatos do PT. Mas tem de mostrar claramente o que está ocorrendo nos porões do Palácio do Planalto. Está é a questão principal desta eleição: o destino da democracia e da liberdade! A questão é tão grave que se sobrepõe a qualquer outra, inclusive no que tange à economia. Afinal, democracia e liberdade não têm preço! Vide o exemplo da Venezuela!

Como disse no início destas linhas, transcrevo o artigo de Augusto Nunes, que constitui um alerta muito claro àqueles que têm a reponsabilidade de colocar no ar os programas eleitorais na televisão e no rádio. Leiam com atenção:
Se os marqueteiros soubessem exatamente o que fazer para ganhar uma disputa nas urnas, o Brasil teria inventado a eleição sem perdedores. Se os marqueteiros conhecessem a  receita que garante a vitória de qualquer candidato, não seriam marqueteiros; seriam candidatos ─ todos invencíveis. É de bom tamanho o acervo que reúne ótimas sacadas dos integrantes da tribo. É tão volumoso quanto o que está exposto na ala reservada às ideias de jerico.
A mais imbecil entre todas talvez seja a que transforma participantes de debates eleitorais na TV em alunos de curso de boas maneiras. Por decisão dos marqueteiros, o candidato está proibido de fazer qualquer coisa que possa parecer “muito contundente” ou “deselegante” aos olhos dos espectadores. Uma pergunta que cause desconforto ao concorrente, uma resposta que mire o fígado do adversário, mesmo uma testa crispada pela irritação ─ tudo isso virou  ”sinal de agressividade”. É pecado mortal, sobretudo se há mulheres entre os debatedores.
Graças a essa estratégia menos sustentável que uma análise de Dilma sobre a inflação, nas campanhas eleitorais como no futebol brasileiro os atacantes são hoje uma espécie em extinção. Paradoxalmente, a prática dos sobreviventes vive desmentindo a teoria. A discurseira de Lula, por exemplo, é muito mais que agressiva: é uma interminável aula magna de boçalidade. Se os marqueteiros tivessem razão, a usina de insolências que venceu duas disputas presidenciais não conseguiria sequer o voto da família. Quem prefere a retirada quando todas as circunstâncias imploram pela ofensiva é gente que nunca ouviu falar em Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Leonel Brizola e tantos outros especialistas em duelos retóricos.
No vídeo de 2010, sem ultrapassar em nenhum instante a fronteira da civilidade, Plínio de Arruda Sampaio revoga a caricatura eleitoral da Lei Maria da Penha e ensina como se bate com palavras também em mulheres. Os candidatos da oposição precisam rever os 35 segundos em que Plínio associa Dilma Rousseff à corrupção em geral e a Erenice Guerra em particular.  Aécio Neves e Eduardo Campos vão descobrir que grosseria não tem parentesco com altivez, firmeza, combatividade ou  contundência. A verdade só tem cara de insulto aos olhos de quem tem culpa no cartório. Da coluna de Augusto Nunes/Site Veja

 

ALVO DE ESCÂNDALOS, PETROBRAS NÃO É MAIS AQUELA E APRESENTA QUEDA DE 20% EM SEU LUCRO.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o lucro foi de 5,39 bilhões de reais, houve queda de 8%.

 ALVO DE ESCÂNDALOS, PETROBRAS NÃO É MAIS AQUELA E APRESENTA QUEDA DE 20% EM SEU LUCRO.

 

sexta-feira, agosto 08, 2014

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira um lucro de 4,96 bilhões de reais no segundo trimestre, queda de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio muito abaixo das estimativas de bancos de investimentos obtidas pela Reuters, que apontavam para lucro líquido de 7,04 bilhões de reais. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o lucro foi de 5,39 bilhões de reais, houve queda de 8%. No semestre, a empresa lucrou 10,35 bilhões de reais, queda de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o endividamento cresceu 15% em relação ao final de 2013, para 307 bilhões de reais.
Assim como no primeiro trimestre, o anúncio acontece em meio a uma série de escândalos nos quais a empresa está envolvida. Conforme revelou VEJA, a estatal e o governo orquestraram um verdadeiro teatro para manipular a CPI da Petrobras, coletando as perguntas dos parlamentares e treinando os executivos sabatinados para respondê-las, deturpando a função investigativa da Comissão. Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) culpou os diretores da Petrobras pelas perdas acumuladas com a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e determinou a indisponibilidade de seus bens para que haja ressarcimento ao estado. O TCU também tentou incluir a presidente Graça Foster no rol de culpados, mas foi impedido pelo Advogado Geral da União, Luís Inácio Adams.

A receita líquida trimestral atingiu 82,3 bilhões de reais, marca inédita para a companhia. O resultado superou o antigo recorde, de 81,54 bilhões de reais no primeiro trimestre deste ano devido, sobretudo, ao impacto da alta do dólar. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado da estatal, indicador que melhor dimensiona a capacidade de geração de caixa de uma empresa, ficou em 16,25 bilhões no trimestre, queda de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado.

Um dos maiores impactos na queda do lucro da empresa veio da área de Abastecimento, cujo prejuízo ficou em 3,883 bilhões de reais no segundo trimestre — 55% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta sexta-feira. A área é a principal prejudicada pela política do governo de controlar os reajustes do preço da gasolina, impondo perdas à estatal. Em comunicado, a presidente Graça Foster afirmou que os reajustes devem ser feitos o quanto antes para melhorar o nível de endividamento da empresa. “Em paralelo aos aumentos de produção e redução de custos, buscamos a convergência dos preços de derivados no Brasil com os preços internacionais”, disse. O ministro Guido Mantega sinalizou, no início da semana, que haverá reajuste ainda este ano.
A Petrobras informou ainda que a importação de derivados aumentou 55% e a de petróleo subiu 20% em relação ao mesmo período de 2013, enquanto a exportação de ambos os produtos caiu na mesma comparação. Segundo a empresa, a alta da importação ocorreu em grande parte em junho por conta “de oportunidade comercial e de maior utilização de óleo importado no refino”. Do site da revista Veja